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Um exame simples, feito no consultório do  dermatologista, pode diagnosticar o melanoma, tipo  mais grave de câncer de pele, com até 97% de certeza, mesmo em estágios iniciais - é a dermatoscopia digital. Segundo a Dra. Solange Teixeira, da Escola Paulista de Medicina e da Clinderm, o diagnóstico do câncer de pele nem sempre é fácil. "Estima-se que o índice de acerto no diagnóstico clínico do melanoma - "câncer de pele proveniente das pintas" seja de 60% para médicos em geral e 80% para dermatologistas treinados. Com a dermatoscopia digital, o índice de precisão é de quase 100% e o paciente também não se submete a remoções desnecessárias de pintas que não são perigosas", diz a médica. 

O aparelho que realiza o exame é uma câmera digital, com um sistema de lentes capaz de ampliar a imagem das pintas suspeitas em até 70 vezes, l acoplada a um computador. "Com esse aparelho, o diâmetro, dimensão e área das pintas são mais fáceis de serem avaliados, porque os recursos  do aparelho aumentam os detalhes do campo analisado. Ele também permite que o médico acompanhe, ano a ano, a evolução da pinta - se ela cresceu, mudou de forma ou de cor ou  se surgiu alguma lesão nova, explica a dermatologista. Segundo ela, o reconhecimento da doença em seus estágios iniciais é fundamental para a cura."O melanoma é um câncer de pele que se caracteriza, principalmente, por uma mancha escura e irregular. Ocorre que, em determinados casos, é difícil distingüir o melanoma ou mesmo outros tipos de lesões que também são escuras e irregulares sem a ajuda de um aparelho. O médico pode acabar optando por remover uma pinta que não tenha nenhum problema. E, da mesma forma, pode ignorar uma pinta que seja mesmo câncer por estar no começo. Por essas e outras razões que o exame da dermatoscopia digital é tão importante - ele separa o joio do trigo", diz a médica. Apesar de todas as recomendações e esclarecimentos a respeito dos perigos da exposição intensa ao sol, 70% das pessoas se expõem aos raios solares sem proteção, segundo o Programa Nacional de Controle do Câncer da Pele. Nesta pesquisa, foram examinadas mais de 17.000 pessoas. De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia e o INCA - Instituto Nacional do Câncer, o câncer de pele é o de maior incidência no Brasil, correspondendo a 25% de todos os tumores diagnosticados. Para 2005, são previstos, segundo o INCA, 119.000 novos casos de câncer de pele melanoma e não melanoma. A radiação ultravioleta proveniente do sol é o principal fator de câncer de pele. Com a diminuição da camada de ozônio (o "buraco" da camada de ozônio tem hoje uma área equivalente a três vezes o território do Brasil), passam mais raios ultravioleta dos tipos UVB e UVC e, conseqüentemente, aumentam os casos de câncer de pele. Nos últimos 10 anos, dobrou a incidência de melanoma, o mais agressivo e maligno. Metade das pessoas com melanoma tem apenas cinco anos de vida após o diagnóstico. Para 2005, estão previstos 2.755 novos casos de melanoma em homens e 3.065 novos casos em mulheres no Brasil. As maiores taxas encontram-se na Região Sul, onde se concentra a população com a pele mais branca.

Quando devemos nos preocupar com as nossas pintas?
O número de pintas na pele varia muito de pessoa para pessoa, mas a maioria dos adultos brancos possui entre 10 a 40. Porém, existem pessoas com mais de 100 pintas! 
Devemos ficar atentos quando uma pinta começa a apresentar variações de:
. Coloração - Se numa mesma pinta começam a surgir várias cores como preto, azul, cinza, esverdeado, vários tons de marrom; 
. Tamanho - Se a pinta vem crescendo ou diminuindo; 
. Bordas - Se as bordas estão ficando irregulares; 
. Assimetria - Se antes a pinta era redondinha e agora está ficando assimétrica. As pintas "suspeitas", isto é, aquelas com potencial de virar um câncer de pele, devem ser removidas por meio de uma pequena cirurgia.

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